As três linhas do manual do Google: o texto pronto para colar na IA antes de ela olhar sua conta
Resumo rápido
A primeira linha manda a IA descobrir se caiu quem chegou ou quem fechou antes de opinar. A segunda manda ela olhar quem mexeu na conta e em quê. A terceira proíbe ela de inventar número que não existe, e é essa que faz o relatório poder ir para o cliente sem você conferir tudo de novo por baixo.
São três blocos de texto. Você copia, cola na IA que já usa e ela passa a investigar a sua conta na ordem certa, a dizer quem mexeu no quê, e a avisar quando o número não existe em vez de inventar um. Não precisa instalar nada, não precisa saber programar e leva menos de cinco minutos para colocar de pé.
Antes de colar: por onde a IA vai enxergar a sua conta
As três linhas são regras de leitura. Elas mudam o que a IA olha primeiro e o que ela tem permissão de dizer. Para funcionarem, a IA precisa ter os dados na frente, e existem dois caminhos.
- O caminho de todo mundo, e o que este material ensina: você exporta o relatório do painel do Google Ads e anexa na IA. Funciona hoje, no Windows, sem instalar nada.
- O caminho de quem já tem a IA conectada na conta: ela mesma puxa os números. Se é o seu caso, cole as mesmas três linhas e pule a parte de exportar.
- Nos dois casos as três linhas são idênticas. O que muda é só de onde vêm os números.
Linha 1, a ordem de investigar quando o lead cai
Copie daqui e cole na IA. É a linha que impede a resposta genérica de o anúncio parou de funcionar.
Quando eu disser que caiu lead, venda ou conversão, não me dê a conclusão antes de passar por estas etapas, nesta ordem: 1. Confirme a queda: compare o período que eu indiquei com o período anterior do mesmo tamanho, dia a dia. 2. Me diga qual dos dois casos aconteceu, com os números dos dois períodos: caiu QUEM CHEGOU (impressões e cliques) ou caiu QUEM FECHOU (conversões divididas por cliques)? 3. Se caiu quem chegou: olhe a parcela de impressões e me diga se a perda foi por ORÇAMENTO (parcela perdida por orçamento) ou por LEILÃO (parcela perdida por classificação). Se nenhuma das duas explicar a queda, me diga que a procura pode ter caído no período e mostre as impressões totais dos dois períodos, lado a lado. 4. Se caiu quem fechou: separe por dispositivo e por ação de conversão e me diga em qual deles está a perda. 5. Só depois de 1 a 4, escreva a conclusão, em uma frase.
Por que a linha 1 funciona
Porque ela separa duas quedas que parecem a mesma e têm soluções opostas. Se caiu quem chegou, o problema está antes do clique, e aí a pergunta é se acabou a verba, se você perdeu no leilão, ou se simplesmente teve menos gente procurando naquele período. Essa terceira engana: quando as impressões caem e a parcela perdida não sobe, quase sempre foi a procura que encolheu, e mexer no lance não resolve. Quase sempre, não sempre: alguém ter cortado palavra-chave ou apertado a segmentação produz o mesmo desenho, e é a linha 2 que separa os dois casos. Se caiu quem fechou, a conta continuou entregando gente e o problema está na página, na oferta ou no atendimento. Sem essa ordem, a IA responde a primeira coisa plausível e você mexe no lugar errado.
Linha 2, quem mexeu na conta, e em quê
A segunda cola logo depois da primeira. É a que acaba com o mistério de segunda de manhã.
Antes de culpar o anúncio, olhe o histórico de alterações e me devolva uma tabela com: data e hora, quem alterou, o que mudou (orçamento, lance, segmentação, anúncio pausado ou ativado) e em qual campanha. Ordene da alteração mais recente para a mais antiga e destaque tudo o que aconteceu nos 3 dias anteriores ao início da queda. Se o histórico que eu te dei não cobrir o período da queda, me avise em vez de seguir.
Por que a linha 2 funciona
Boa parte das quedas que viram uma semana de investigação termina numa linha do histórico: alguém baixou o orçamento na sexta, alguém pausou um anúncio, alguém mexeu no lance. Pedir data e hora junto com a alteração é o que deixa você cruzar a mudança com o dia em que a queda começou. É a pergunta mais barata da lista e quase ninguém faz primeiro.
Linha 3, se o número não existir, pare e avise
Esta é a que menos parece técnica e é a que mais protege você. Cole por último, e mantenha ela na conversa inteira.
Vale para tudo o que eu te perguntar sobre esta conta. Se o número não estiver no material que eu te dei, você para e me avisa. Não estime, não complete, não use média de mercado e não use o que você sabe sobre o setor. Quando faltar dado, responda com esta frase: "não tenho esse dado no que você me passou", e diga qual arquivo ou qual coluna eu preciso te mandar. Todo número que você escrever tem que poder ser apontado dentro do material. Sem exceção.
Por que a linha 3 funciona
Uma ferramenta que preenche lacuna sozinha devolve um número redondo, plausível e falso, com a mesma confiança com que devolve o número certo. E ele chega no cliente com a sua assinatura embaixo. Com essa regra, o que sai da IA ou é dado que está no material ou é um aviso de que o dado não existe. É a diferença entre um relatório que você precisa conferir inteiro e um que você só revisa.
As três de uma vez, na ordem
Se você quiser colar uma vez só, é este bloco. Ele já traz o contexto na frente e as três na sequência de usar.
Você vai me ajudar a analisar uma conta de Google Ads. Eu vou te dar os dados exportados. Siga estas três regras, sempre, nesta ordem. REGRA 1. A ORDEM DE INVESTIGAR QUANDO O RESULTADO CAI Quando eu disser que caiu lead, venda ou conversão, não me dê a conclusão antes de passar por estas etapas, nesta ordem: 1. Confirme a queda: compare o período que eu indiquei com o período anterior do mesmo tamanho, dia a dia. 2. Me diga qual dos dois casos aconteceu, com os números dos dois períodos: caiu QUEM CHEGOU (impressões e cliques) ou caiu QUEM FECHOU (conversões divididas por cliques)? 3. Se caiu quem chegou: olhe a parcela de impressões e me diga se a perda foi por ORÇAMENTO (parcela perdida por orçamento) ou por LEILÃO (parcela perdida por classificação). Se nenhuma das duas explicar a queda, me diga que a procura pode ter caído no período e mostre as impressões totais dos dois períodos, lado a lado. 4. Se caiu quem fechou: separe por dispositivo e por ação de conversão e me diga em qual deles está a perda. 5. Só depois de 1 a 4, escreva a conclusão, em uma frase. REGRA 2. QUEM MEXEU NA CONTA, E EM QUÊ Antes de culpar o anúncio, olhe o histórico de alterações e me devolva uma tabela com: data e hora, quem alterou, o que mudou (orçamento, lance, segmentação, anúncio pausado ou ativado) e em qual campanha. Ordene da alteração mais recente para a mais antiga e destaque tudo o que aconteceu nos 3 dias anteriores ao início da queda. Se o histórico que eu te dei não cobrir o período da queda, me avise em vez de seguir. REGRA 3. SE O NÚMERO NÃO EXISTIR, PARE E AVISE Vale para tudo o que eu te perguntar sobre esta conta. Se o número não estiver no material que eu te dei, você para e me avisa. Não estime, não complete, não use média de mercado e não use o que você sabe sobre o setor. Quando faltar dado, responda com esta frase: "não tenho esse dado no que você me passou", e diga qual arquivo ou qual coluna eu preciso te mandar. Todo número que você escrever tem que poder ser apontado dentro do material. Sem exceção.
Onde exportar os dados, no Windows, sem instalar nada
- Abra o Google Ads no navegador e entre na conta.
- Escolha o período lá em cima. Marque 14 dias: você precisa da semana que caiu e da semana anterior, senão não existe comparação.
- Vá em Campanhas. Clique em Colunas, depois em Modificar colunas, e procure por parcela de impressões. Marque a de pesquisa, a perdida por orçamento e a perdida por classificação. Salve.
- Clique no ícone de download (a seta para baixo, em cima da tabela) e baixe em Excel ou CSV.
- Agora o histórico: procure por Histórico de alterações no menu de ferramentas do painel. O Google muda esse menu de lugar de tempos em tempos, então se não achar, use a busca do próprio painel e digite histórico de alterações. Escolha um período que comece pelo menos uma semana antes da queda e baixe também. No painel dá para voltar bem mais que 30 dias, então não se prenda a esse número: o limite de 30 é de quando a IA puxa o histórico direto pela conexão, não do painel.
- Abra a IA que você usa. Serve o Copilot, que já vem no Windows, o ChatGPT ou o Gemini no navegador: qualquer uma que deixe anexar arquivo.
- Anexe os dois arquivos, cole o bloco das três regras e escreva embaixo o que você quer saber. Por exemplo: o lead caiu na semana passada, me diga onde.
A armadilha do milionésimo
O gasto nem sempre vem em reais. Quando a IA lê a conta direto, pela conexão, o valor vem em milionésimo de real: cinquenta reais aparecem como 50000000. Quem lê o número cru enxerga cinquenta milhões e decide com número errado. O próprio manual do Google avisa isso e manda dividir por um milhão. Se você exportou pelo painel, como no passo a passo acima, o valor já vem em reais e você não precisa fazer nada. A armadilha só aparece com a IA conectada na conta, e nesse caso vale colar mais esta linha.
Todo valor de gasto que vier em milionésimo de real (o campo cujo nome termina em micros) deve ser dividido por 1.000.000 antes de aparecer na resposta, e a resposta deve mostrar o valor em reais.
A outra armadilha: a parcela de impressões
Ela quase nunca vem como porcentagem pronta. Costuma vir em decimal, então 0,35 quer dizer 35 por cento. E, quando o valor é muito baixo, vem escrito como texto, no formato menor que 0,10, que não é número e não entra em conta nenhuma. Se você vai comparar semanas, cole também esta linha.
Parcela de impressões pode vir em decimal (0,35 quer dizer 35%) ou como texto ("< 0.10"). Converta antes de comparar e nunca faça conta com o valor que veio em texto: nesse caso diga apenas que o valor é menor que o limite.De onde saíram estas três
Do repositório google/skills, publicado pelo próprio Google no GitHub, com licença Apache 2.0. A pasta exata é skills/ads/google-ads-api-account-diagnostics. Não é curso, não é ferramenta paga e não é conteúdo de terceiro: é o manual que o Google escreveu para uma IA operar dentro de uma conta de anúncio. As linhas 1 e 2 são a tradução direta do que está escrito lá, na ordem em que o próprio manual manda seguir. A linha 3 é a generalização de um aviso que o manual dá para um caso específico: quando a consulta volta vazia, ele manda parar e avisar em vez de tentar de novo. Eu estendi a mesma lógica para qualquer número que faltar.
O que estas três não fazem
Elas não mexem na sua conta, não pausam campanha e não sobem verba. São regras de leitura: mudam o que a IA olha primeiro e o que ela pode afirmar. Quem decide continua sendo você. E elas não consertam material torto: a IA vai ler o que você anexar, então relatório exportado sem as colunas de parcela de impressões devolve uma resposta sem essa parte, e a linha 3 vai avisar exatamente isso.
Pro tips
- 01
Cole as três ANTES de anexar os dados. Regra colada depois que a resposta errada já saiu não desfaz a resposta
- 02
Exporte sempre dois períodos do mesmo tamanho. Sem o período anterior não existe queda, existe só um número
- 03
Quando a IA devolve número redondo e bonito para tudo, desconfie: é exatamente o que a linha 3 existe para impedir
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Perguntas frequentes
Preciso saber programar ou instalar alguma coisa?
Não. Você exporta o relatório do painel do Google Ads, anexa na IA que já usa e cola as três linhas. Tudo pelo navegador, no Windows, sem instalar nada.
O histórico de alterações só mostra 30 dias?
Depende de onde você olha. No painel dá para ver bem mais que isso. Os 30 dias são o limite de quando a IA puxa o histórico direto pela conexão com o Google. Se você está exportando pelo painel, pegue o período que quiser: a regra manda destacar os 3 dias anteriores à queda de qualquer forma.
Qual IA eu uso?
Qualquer uma que aceite anexo de arquivo. O Copilot já vem no Windows, e o ChatGPT e o Gemini funcionam pelo navegador. As três linhas são as mesmas em todas.
Serve para Meta Ads também?
As linhas 1 e 3 servem igual: a lógica de separar quem chegou de quem fechou e a proibição de inventar número não são exclusivas do Google. A linha 2 muda de nome: no Meta o equivalente ao histórico de alterações é o registro de atividades da conta.
A IA vai conseguir mexer na minha conta?
Não. Anexando arquivo, ela só lê o que você mandou e não tem acesso nenhum à conta. Ela devolve leitura e conclusão, e quem executa a mudança é você.
E se mesmo assim ela continuar inventando número?
Cole a linha 3 de novo, agora no meio da conversa, e peça que ela diga de qual coluna tirou cada número que escreveu. Regra colada depois que a resposta errada já saiu não desfaz a resposta, então o certo é colar antes de anexar os dados.
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Quero ajuda no WhatsAppGastão Matos
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